Na cidade portuária de Itajaí, em Santa Catarina, uma indústria de fabricação de cordas queria aumentar sua produção. Os executivos da Riomar Cordas verificaram, no entanto, que o alto consumo e o custo diferenciado da energia elétrica nos horários de pico de consumo, entre 18h30 e 21h30, eram obstáculos aos planos de crescimento da empresa. Procuraram, então, no mercado uma alternativa de geração de energia própria, confiável e a um preço justo. Encontraram no projeto Geração na Ponta, da Petrobras Distribuidora, a solução ideal para eles.
O projeto está disponível somente para clientes que recebem energia em média tensão (13.800 volts). Seu objetivo é dar maior conforto aos setores industriais (plásticos, farmacêuticos, alimentos, têxtil etc.) e de serviços (shoppings, supermercados, hotéis, prédios comerciais etc.), que desejam pagar um preço justo, sem ter que gerar a energia que consomem ou fazer a manutenção de geradores. A implantação, a operação e a manutenção dos equipamentos são de responsabilidade da BR, que também cuida do abastecimento do combustível que alimenta os geradores.
“A tarifa média brasileira no horário de ponta, de R$ 1.250 por megawatt-hora, viabiliza a energia gerada a biodiesel e nos permite garantir um desconto aos nossos clientes entre 20% e 40% nessa faixa de horário”, informa Carmelo Scofano, gerente de Vendas de Energia no Horário de Ponta da Petrobras Distribuidora.
A implantação do projeto, segundo Carmelo Scofano, começa com uma consultoria para identificar as necessidades do cliente e definir a solução de engenharia que será adotada. Além da implantação do sistema de geradores, a Petrobras Distribuidora faz o projeto de abastecimento, descarga e armazenamento e ainda executa toda a parte operacional de avaliação do estoque de combustível, faz os pedidos e acompanha os abastecimentos. “Um diferencial a favor do cliente é o padrão de qualidade da Petrobras Distribuidora permeando todo o processo, desde a concepção, da escolha dos materiais, da execução da obra até o armazenamento de combustível e a obtenção da licença ambiental, passando pela observação rigorosa das normas de Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional (SMS)”, destacou Carmelo.
A central de geração de energia, que opera nos horários de ponta, funciona, em média, três horas por dia, em paralelo com a concessionária local, entrando em ação sem que os usuários percebam essa passagem. Outra vantagem do projeto é a auto-suficiência: o sistema pode ser acionado imediatamente em caso de queda de fornecimento de energia da concessionária local, afastando qualquer risco de paradas indesejadas na produção.
A modalidade de contrato do projeto Geração na Ponta é exclusiva da BR, que garante 100% da energia se o serviço falhar e reembolsa o valor que o cliente pagou a mais para a concessionária. A Companhia oferece três pacotes diferenciados: o GP Fit, com prazo de duração de 36 meses; o GP Plus, de 70 meses; e o GP Max, que proporciona maior economia e prevê a entrega dos ativos para o cliente após sete anos (84 meses) de contrato.
Este último foi o pacote escolhido pela cordoaria catarinense Riomar Cordas, que assinou um contrato de sete anos para a implantação de dois grupos geradores de 908 kW a biodiesel na sua fábrica de Itajaí. Após esse período de sete anos, os geradores passarão a pertencer à Riomar.
Para Odécio Bodenmüller, gerente industrial da cordoaria catarinense, o efeito da implantação dos novos geradores na linha de produção já refletiu no caixa da empresa. “Essa redução garante a continuidade do nosso projeto”, comemorou. A Riomar Cordas é um dos quatro clientes do projeto Geração na Ponta que estão em operação atualmente. A Rede Bandeirantes (São Paulo), o Supermercado Guanabara (Rio de Janeiro) e a Cerâmica Fortaleza (Rio Claro/SP) também fazem parte desse time.
A iniciativa tem alcance nacional e não pára de crescer: mais oito clientes estão com projetos similares em fase de implantação, sendo dois na região Nordeste. Com o sucesso do projeto, a BR decidiu aumentar sua força de vendas para esse fim.